quinta-feira, 31 de maio de 2012

Formas de estar

Há coisas incríveis!
Ainda ontem dizia que o FB, é aquele espaço onde exibimos o nosso melhor. Escolhemos as fotos a dedo. Só expomos aquelas em que parecemos bem. Identificamo-nos, partilhamos, brincamos , mas tudo sem tocar naquela linha que nos revele, ou melhor onde revela aquilo que parece ser. Depois há aqueles, que como eu , se escondem em espaço públicos e partilham a realidade. Completamente oposta àquilo que se partilha com os " Amigos". Cenários menos abstratos, mas mais complexos.
Neste espaço partilho a verdade da mentira. Partilho a minha verdade. Desconhecida de todos com quem partilho um dia a dia. Vivo o meu mundo proibido. Explano para ele, desabafo nele. Coisas de mentes curtinhas.... os desabafos! Nada que um suspiro seguido de um "siga" , não resolva. O desabafo torna-se na materialização daquilo que de alguma forma nos incomoda, então porque alimentá-lo!? Expulsá-lo!
Mas prontosssssssssssssssssssss !
É o que é !

A poucos dias da partida, sinto um cansaço extremo. Uma solidão sem precedente. Nunca senti tamanho vazio. Já só quero embarcar e sentir as horas a passarem. Reencontrar o meu mundo. Viver a minha realidade. Abraçar as minhas motivações. Trabalhar na resolução dos meus problemas. Viver a minha vida. A menina faz-me falta. Faço lhe falta. Acredito que seja o caminho certo, que tenho desenvolvido profissionalmente, mas sinceramente não sei até que ponto haverá reconhecimento do mesmo. Conheço os cenários em que estou enquadrada. Aguardar para ver. Só espero manter serenidade na " accompliance" daquilo que pretendo.

Hoje arranca a Feira ambiente de Luanda. Nem escolhi roupa para levar. Missa corpo presente. Cabeça meio oca, sinto me a planar ( talvez baixa de tensão). Já não tomo café há quase uma semana, talvez seja o reflexo.
Vou focar um pouco naquilo que me prende aqui , e deixar as horas fluírem de forma mais ou menos natural.

Fui

terça-feira, 29 de maio de 2012

Na baixa de Luanda e outros

Um dia cheio de peripécias. Pareço talhada para andar feita "perua" pela ruas de Luanda.
Hoje  uma saída comercial, que supostamente seria num edifício perto do Hotel Presidente, tornou-se numa caminhada de 900 mt. Coisa pouca se considerarmos sapatos confortáveis, ruas limpas, sem assédio da população local. Os olhares e cochichos, os atrevimentos das "vendedeiras" de rua. Fazendo um aparte, tudo se vende na rua. Recargas de telemóvel, pilhas, sandes, pão fresco, banana pão assada, espigas de milho, ananás, cabides, espelhos, eletrodomésticos, peças para o carro, fruta cuja a unidade de medida é o "monte", e tantas coisas mais que se possam imaginar. Voltando aos 900 mt lineares que tive de percorrer até chegar ao meu destino, ainda tive uma mulher negra que se dirigiu a mim de forma agressiva a gritar " Mulher mulata tem vida booooooooaaaaaaaaaaa". Até fiquei envergonhada. A mulher não me largava os calcanhares. Cheguei a pensar que mais se fossem juntar a ela, mas não! ficou-se por percorrer apenas uns 50 mt.
Voltei a pé para o ponto de partida. Aquela zona da marginal estava intransitável. De referir que fui acompanhada a essa reunião pelo Engº P., um senhor de cerca de 55 anos, que se acobardou. Ia tipo foguetão à minha frente , cheio de medo. Enfim, comentários à parte , e porque nem os merece, não me surpreendeu.
Seguimos para outra reunião, desta vez , em Vila Alice . Um cenário medonho. Estava expressa na cara das pessoas, o retrato da bandidagem... ali sim, revelou-se perigoso. Mas correu bem.
A tarde também já estava preenchida, mas a reunião acabou por ser cancelada.
CR desafiou-me para irmos levar a cabo uma investigação que já tínhamos iniciado sem sucesso, mas uma informação , levou-nos novamente a caminhos. Mais do mesmo .... andar a pé. desta vez a Bernarda não nos quis deixar sozinhas e ficou sempre a tomar conta das entradas onde por onde nos aventurávamos .
Corremos a Avenida Ché Guevara. Parecia um cenário mexicano.
Não deu em nada
Expectável!
E foi assim , mais um dia.

Fui

LINDOOOOOOO

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Acampamento na Ilha do Mussulo

Arrancamos por voltas das 14.30. CR já estava passada de estar à espera que os colegas de Viana chegassem. Não tem pachorra, nem faz fretes. Lá fomos nós até zona de embarque ( +/- 4 km daqui). Lá estava o Domingues à nossa espera. O Domingues é o dono do barco. A saber que estes barcos foram dados pelo estado, para se dedicarem à pesca. O Domingues acha mais rentável utilizá-lo para fazer a travessia. Cobrou-nos 1000 azk, por pessoa ida e volta . Éramos 10. Diz que a regra é de 1500 akz. Não interessa.
Eu e a I, montamos as tendas enquanto os homens foram à lenha. Enchemos os colchões. O cenário foi se compondo. Lixo por todo o lado. Um cenário completamente distinto daquele que fui espreitar à internet, diria mesmo degradante.
Em abono da verdade, não se trata de um problema comportamental, nem civilizacional. Não existem contentores de lixo na ilha, nem em terra à chegada da ilha. Ou seja, mesmo que se tenha a boa educação, n há condições para as praticar. Trouxemos o nosso para casa, porque temos contentor próprio.
Fomos petiscando o "Farnel". A noite rapidamente caiu, mas antes ainda houve tempo para uns mergulhos. Isso sim! Uma maravilha... bons banhos!
Fomos estando à volta da fogueira, conversando, rindo. Um cenário normalíssimo. Houve caipirinha, amarula e muita cerveja. Bebi 1/2 copito de amarula ( já enjoa!), de resto limitei-me à água.
Um passeio à beira mar, sozinha com os meus pensamentos que me soube a ouro, tirando a parte dos caranguejos que cobriam o chão. Eram aos milhares! Impressionante.
RS e CQ pescaram uma raia, e um peixe muito bonito cujo nome desconheço.
Deitei-me por volta das 00.30. Sentia-me terrivelmente cansada, e para dizer a verdade, também não estava a apreciar o curso das coisas. A I acompanhou, pelos vistos partilhou a não aprovação da exploração da intimidade que se estava a querer gerar. Sou extrovertida , sim! Mas não me exponho de forma gratuita, nem para pessoas, que embora estejamos todos em pé de igualdade, fora do nosso mundo, e a partilhar um mundo novo, que intimamente não me dizem nada ou pouco.
Acordei às 6.30, aproveitei para mais um passeio, desta vez sem os caranguejos. O calor já se fazia sentir, já era de dia. Muito bom. Foi-se estando até às 16h00. Saímos da ilha de volta à realidade. Culminou e findou o domingo com uma sopinha de marisco com tamboril , e para acompanhar o peixe, que RS e CQ pescaram.
Assim se passaram mais dois dias neste calendário , que para mim já está difícil de tolerar.
Amanhã é mais um dia de negociata. Já pensei pedir para me anteciparem a viagem, uma vez que sábado e domingo n fazem sentido eu estar... mas enfim! Tá agendado... vou aguentar.
Sinto tanta falta, tanta falta da minha menina. Ainda hoje ela dizia : "Mãe! faltam 18 dias para acabar a escola, 10 para eu fazer anos, e 8 para tu vires. Tenho tudo em contagem". Só me apetecia chorar. A vida a assim obriga, e não vale a pena lamúrias. O saldo é muito positivo. Valeu a pena.
Fui

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia X

Tinha por intenção fazer um retrato dia a dia. Missão não cumprida ! Uns dias porque simplesmente não me apetecia, ou não me apetece escrever. Outros porque não era de todo possível. Mas tenho pena. Um registo escrito permite-nos memorizar coisas que se vão indo. Permite-nos "revisualizar" cenários, momentos, cheiros, enfim transporta-nos para emoções sentidas. Ficarão as coisas que a memória permitir.
Hoje , tal como já narrado , um erguer sem direito a banho. A situação já está reposta. Ainda consegui ir a banhos antes da reunião com a Zagope. Foi muito positiva. Permitiu sentir a coisa e ver que o interesse é sentido, com a mesma responsabilidade parte a parte. Eu e CR , dispensamos o motorista para outros afazeres igualmente importantes, o que nos levou a ter de aguardar por mais 1 hora. Saímos , procuramos candongueiro.
Uns veículos de transporte privado. Cheios de tudo, cheios de gente. Já o ano passado tivemos à beira de ir,  só pela experiência. Este ano também já se combinou fazer uma volta nele , mas tal ainda n se proporcionou. Hoje era o dia! Mas na Talatona , não há candongueiros, não passam naquela zona. Fiquei sem saber porquê, mas também não interessa. Enquanto não chegava o nosso motorista, neste caso a nossa motorista, aguardamos em plena avenida. Um comportamento completamente contra natura. Certo é que ninguém se meteu connosco. Não sentimos perigo, nem intimidadas. Embora reinasse tempos a tempos um silêncio , devida à redobrada atenção que tínhamos . O transito abrandava. Duas loucas brancas em plena rua. De regresso à empresa , fez-se o ponto situação, comunicou-se à sede , penso que ficamos todos mais tranquilos. Vamos ver ! Mantenho algumas reservas. De modo a dar boa continuidade , avancei com a reunião com o Brasil, via skype, em video chamada. As ferramentas encurtam cada vez mais as distância. Já nada é inviabilizado! Vê-se, ouve-se. Não se toca. Não é preciso. Ainda vi o meu Pecado. Senti-lhe o olhar e o sorriso. Hoje tá benzinho. Pelo menos assim espero. Bem acompanhado.
Jantamos chocos grelhados com bróculos. ADORO!. e foi assim. Agora vou dar um retoque , porque não me apetece arranjar e vamos até à ilha tomar um copo. Vamos Eu, CR, BM, M, e D. Pessoas muito agradáveis. Amanhã às 7 , é hora de batente novamente. À tarde arrancamos acampar na ilha do Mussulo.
Vamos de barco. A roupa do corpo, 3 tendas e siga . Diz que é muito agradável. Acredito!
e foi assim... até parece que isto espremido dá nadinha, para mim chega para me deixar esta moinhazinha na cabeça.
Fui
A ti doce Pecado, não consigo sair sem te desejar um fim de semana pleno! Não te esqueças, e sei que sabes , dá te a ti uma horita plena , é sem preço e de retorno incalculável... Dias bonitos, raia o sol. Há sempre um tempinho,.... sempre . Tu sabes ! Não sou ninguém para tecer este tipo de afirmação , mas gosto de ter a presunção que sim...
Fica MUITO BEM . Eu ESTOU MUITO BEM!


Ficamos sem água....

Normal!
Acontece!
O Sr. Fulano tal , esqueceu-se .
Ou seja ....
Ontem à noite libertei-me , andei descalça como tanto gosto!
Por casa ( pó amarelo que vem da rua, das obras )
Vim ao escritório( pó amarelo + gasóleo+ coisas esquisitas que andam pelo chão), até me regalei de sentir o calor do chão que pisava !
Gosto mm de andar nesses trajes.
Até que chega aquele momento, mais calmo em que achei que podia dar o dia por concluído e sai aquela frase,
" Vou me passar por água "
Espetáculo ! Nem gota.
Ou seja,
5 pessoas numa casa, onde as necessidades tiveram de ser contidas. Quem n tinha ido a banhos, lavou se com toalhetes ( quem os tinha).
De manhã o mesmo cenário.
Esperamos que Sr. Fulano tal venha muito rapidamente. Preciso de banho! Ando só com o cheiro a perfume.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Há cada coisa...

De responsável de departamento de compras , passo a "inventadora" de outro departamento, e de repente sem saber fazer contas dou por mim a  reunir com altas patentes. Realmente há países onde tudo é possível!
Amanhã um dia sensível. Vai correr bem! A CR , está com receios, diria até medos. Há que eliminá-los! Vamos fazer isso juntas!
Já fui negociar com a transportadora as condições que vão viabilizar o negócio com várias províncias de forma imediata. Estou muito contente com a nossa prestação. Deveria existir em todas as empresas um departamento só para se mexer. Supostamente  um departamento comercial... mas sem restrições! É fácil falar quando se está num mercado como este. Quando entramos, somos recebidos , atentamente ouvidos.
De facto, há aqui grandes oportunidades em todas as áreas.
Já falei com a canita. pareceu-me abatida. Diz que é sono... Sei que ela está bem, mas fica sempre aquele aperto. Tenho tantas saudades das conversas sem fim, da desarrumação que fica por onde ela passa.
Vou querer mais 3.Bom,  podem ser 2 !
Saudades do meu Pecado ..............., n vale a pena falar. Vamos nos vendo.... Dois tontos a trabalhar 20 horas por dia. Havemos de nos encontrar.




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Em fase...

Estou sempre em fase. Até irrita. Ou fase de trabalho, ou fase de preguiça, ou fase de insegurança, ou fase...!
Credo, quase que já não me suporto! ( brincadeira)
Estou bem.
Apesar de não dormir mais que 5 horas, o cansaço aqui é menor. Não sinto quebras durante o dia. Sempre fundo.
A semana que passou foi tensa, intensa, dura, dolorosa, exaustiva... As antenas sempre no ar. Os neurónios a 1000.
Uma ida para Benguela ( +/- 600 km). Estradas não tão sinuosas como se fala. Uma viagem muito agradável. Cenários estranhos. Muitos mussecos. Diferentes dos de Luanda. Bairros montados em blocos de cimento, Pequenas casas. Organizadas. Um clima mais quente e mais seco. Muito sol, um céu azul, o que contrasta com Luanda , em que a regra é cinzento ( deve ser do pó).
Os mussecos



Benguela!




Fiquei chocada!
Esperava um cenário semelhante ao que conheço de Luanda.
Benguela, um espaço onde tudo flui. As ruas são limpas. Os sinais de transito são respeitados. Os polícias são simpáticos, com atitudes preventivas. Não procuram a mácula para extorquir. Vivia-se um clima de festa. Assisti às comemorações dos 395 anos da cidade... isso deve dar história! Conheci muitos portugueses. Estranhamente desenvolve-se de imediato uma relação , não direi de amizade, mas uma proximidade, que se n fosse em terras longínquas , nunca desenvolveríamos.
Jantamos e almoçamos quase sempre nos mesmos sítios. também não tínhamos muito mais.
Ferro Velho: um espaço aberto , rústico. Um pátio. Cheio de garrafas de licor Beirão. Tem lá um macaquinho muito simpático e doce .


Fininho: Dispenso publicitar de forma excessiva este espaço. Explorado igualmente por um português. Pouca higiene. Serviço atabalhoado.
Tudo na Brasa: Agradável, comida bem confeccionada. Tranquilo.

Benamor: Já mais requintado. Muito bom. Um espaço sem cheiros estranhos , ao contrário dos outros.
Os preços são praticamente os mesmos. Come-se bacalhau, marisco, frango, bitoque, naco mirandesa, tudo pelo mesmo preço ( poucas oscilações).
O objectivo que nos moveu a Benguela, ficou cumprido. Com peripécias, momentos muito tensos e pouco agradáveis, pautados por presenças desequilibradas de pessoas que não têm noção dos seus limites. Um tipo de gente que pensa que todos lhe devem submissão.
O nosso grupo, muito entrosado. Um diz mata , o outro esfola. Gosto desta gente.
Isso até nos valeu o prémio de melhor expositor internacional da FIB 2012. Nem fomos buscar o galardão. Soubemos pela rádio e pela TV ( Fabuloso!!!).
Este fim de semana vamos acampar na praia do Mussulo. Fazer churrasco e pescar. Vou gostar.
Bom e porque tenho mesmo de parar... Vou trabalhar



domingo, 13 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

De modo a não ficarem dúvidas e porque essas não as quero. Também sei que esses sentires não te apoquentam. Porque penso que devemos ser transparentes, não por vivermos uma relação sensível, mas porque pretendemos criar uma relação para a vida. 
No que respeita os nossos filhos, estou certa e sei que também partilhas esses sentires. Não existem ciúmes possíveis. Eles são parte integrante de cada um de nós, são as coisas do passado bom ou não, isso não interessa, mas eles são aquilo que permuta na sua essência, são os seres sem os quais já nada faria sentido. Precisamos de os saber, de os sentir, de os amar, de os proteger,  de tanta coisa que precisamos só em função deles. Só nessa harmonia poderemos estar bem como individuo e depois como casal. 
É verdade que tenho algumas inseguranças. Se são fundamentadas ou não, tb não é relevante. Confio em ti, Sei que não estamos a brincar às relações. As minhas inseguranças prendem-se com pequenas manobras ágeis que vais tendo e que finjo não ver. Se é para me proteger? Talvez. Mas a verdade é que me dão liberdade para imaginar. Tenho de aprender a lidar. Simplesmente aceito-te como pessoa que és no seu todo , e tudo isso comparado com essas coisas, são irrelevantes, mas em momentos mais frágeis, é verdade que me causam aperto. Gostaria de te sentir libertado. A seu tempo. 
Quanto às "manobras", também as tive. Umas por acreditar que conseguia serenar e levar a água ao meu moinho, outras porque dada a relevância , nem mereciam comentário. Verdade, é também, que nos coloquei em momentos débeis por culpa dessas " manobras". Não as quero. Não me protejas da verdade. 
Amo-te , sei que não duvidas
Não duvido da reciprocidade do meu amor.
Quero te para a Vida


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dia 2

17.30
A meio de mais um dia.
Findamos o trabalho ( supostamente ). Aqui saio às 17h00.
Intervalo um pouquito, não para registar , porque muito pouco há a acrescentar nestas segundas núpcias.
Amanhã vamos às compras. Vamos à esteticista.
Fica o dia arrumado
Estão a pensar ir às "quitetas " no domingo. A I diz que  enquanto fazemos praia eles apanham os bicharocos para a janta, que será na base de vida de Viana. Ainda estou a pensar se vou ou não. Não está muito fácil recuperar. E com tanta viajem  ....
De resto já fui à janela aberta, já nada me chocou. Já tinham luz eléctrica, mas só até às 19h00, depois ficam sem serviço.
A Estrada à frente da loja, já parece uma avenida. O transito flui sem problemas. Velocidades exageradas, mas de resto e aparentemente tudo bastante melhor.
A nossa S. foi ter bebé, uma menina. Temos uma rapariga nova a tratar das coisas.Gostaria de a rever. Boa moça!
Logo volto...
fui

18.10
Os telefones estão em monólogo. Já ninguém atende.
A logística está a compor-se
Fui fumar um cigarro "Marlboro Angolano", ainda n fui ao mercado para comprar o meu SL.
Afinal ainda há coisas que estranho:
A forma como as mulheres carregam os filhos. Parece que os "desgraçados", vão enfiados num colete de forças, em choque a tempo inteiro nas costas das mães. Mas dormem que nem anjos, portanto n deverá ser assim tão desagradável.
Já é de noite escura. O transito mantém o mesmo ritmo. Nunca abranda, seja que horas forem

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dia 1

Chegada a Luanda.
Directinha para os afazeres.
Sinto um cansaço extremo. Dormida de avião não é aquela coisa.
Saudade do teu ninho.
amanhã já é dia 2

beijo, beijo, beijo, beijo... enfim .... sabes !

terça-feira, 8 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

"Até agora eu não me conhecia,
Julgava que era eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.

Mas que eu não era eu não o sabia
E, mesmo que o soubesse, o não dissera…

Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim… E não me via!

Andava a procurar-me - pobre louca! -
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!

E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!"

Florbela Espanca


Pobre em palavras, subscrevo o que grandes Senhoras explanam de forma tão...