quinta-feira, 14 de março de 2013

Minas e armadilhas,

Será normal palmilhar chão, e criar as próprias minas, que no regresso, por esquecimento ou leviandade são tenebrosas armadilhas ?
Pareço ser perita no assunto.
Quanto mais trabalho a mina , mais me esqueço do poder da armadilha!
Reincidente no incómodo. Vincada na matéria! Insistente no querer, vou empurrando para fora do caminho.
Qual é o caminho?
Caminhos que poderiam ser tão simples de percorrer vão parecendo picadas.
Quero esquecer, fingir que estes momentos de raiva  existiram.
A verdade é bem mais dolorosa porque de facto existiram, e criam novas cobranças.

Vai nos valendo a vontade de estar, o saber, a genuinidade  do nosso sentir.
Espero que estes tapetes nos conduzam a destino.
Acredito que sim.
Sei que dentro de toda a sensibilidade que existe , há a solidez do já vivido, e de como foi vivido.

Criar a nossa história.
Construir as nossas fundações, com carácter e espírito sano.
Amar sem medo
Sentir acreditando
Saber sem fingir



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