terça-feira, 22 de julho de 2014

MUDANÇAS

Anos de desejo, de vontade , de expectativas!
Anos que passam, e para trás fica o futuro de um presente inerte.
Vontades que pouco valem quando acompanhadas do medo de agir.
Sabe-se o que se quer. Retrata-se, esquematiza-se, materializa-se a simplicidade da grandiosidade do que se anseia... O equilíbrio!
Pede-se tão pouco! Custa tanto!
O medo de saber mais, de descobrir o que não se quer, atrofia a resolução.
Agita-se a alma, acompanham as noites bambeantes, as insónias já fazem parte.
Desperta-se para um dia já cansado, de tanto "trabalhar" nas não decisões.
Expecta-se que terceiros, não envolvidos e muito menos sofridos agilizem com a clarividência do que desconhecem os nosso maiores temores.
O medo de ruir impede o crescimento, minora a posição.
Foge-se para os caminhos mais fáceis, cria-se o afastamento do que se tem de precioso.
Facilita-nos a derrota! Ninguém por perto, ninguém a quem colateralmente se possa ferir, ninguém para nos apontar o dedo do que deveria e não foi.
Os sonhos, que na verdade não passam de sonhos. Sonhos falados, sentidos?
Vai-se acreditando que são comuns, que são partilha... e se não existirem na realidade?
Derrotas somadas. Derrotas, capítulo atrás de capítulo. Derrotas em todas as histórias, nas cruzadas e paralelas.

Hoje questiono-me!
Hoje vivo a autocomiseração, provocada pela presunção de achar que sempre agi para viver cenários diferentes. Será que sim?
Penso que não.

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